Harry Potter. Alguns podem não entender o porquê da paixão doentia que cultivo. Podem não entender porque eu amo, porque eu não vivo sem essa maravilhosa série de livros e filmes que vem me conquistando ao longo de quase toda a minha vida. Desde que li o primeiro livro, vi o primeiro filme, me encantei pelos personagens, a magia, a história. Parece que foi ontem que eu, aos onze anos, uma criança, esperava ansiosamente pela minha carta para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Eu ainda espero.
Hoje, a meia-noite e um, vi a primeira parte do final épico. Lembro quando faltavam 200 dias, 100 dias, um mês. Finalmente chegou o dia tão esperado. Ficar por horas na fila para entrar no cinema, ter apenas três horas de sono e ter um rendimento realmente precário na aula esta manhã com certeza valeram a pena. Não há como ser perfeito, pois nenhum filme é totalmente fiel ao livro, mas Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1 correspondeu às minhas expectativas.
E pensar, que em 15 julho de 2011, minha razão de viver irá acabar, me deixa infinitamente deprimida. Certo, não irá acabar totalmente, porque toda a mágica ficará nos corações dos fãs para sempre. Mas, ao saber que não haverá mais filmes a esperar, me dá um sentimento pesado. Ainda poderei reler os livros, rever os filmes, mas simplesmente não é a mesma coisa. Cresci com Harry. Essa série tem sido minha razão de acreditar em magia, acreditar que tudo é possível. Comemorei a cada vitória de Harry, torci por todos os personagens, chorei com todas as mortes. Esses livros foram muito importantes para a minha existência ao longo de todos esses anos de fanatismo. Agora vejo o fim da série como algo real. Está realmente próximo. Sempre preferi acreditar que esse dia nunca chegaria. Cada vez que assisto o trailer, os TV spots, e leio as notícias, sinto um aperto no coração. Só tenho uma coisa a dizer: um fã de verdade nunca esquece. Assim como eu nunca vou esquecer como Harry Potter e seus amigos marcaram minha vida. Mesmo depois do fim.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Brisa nostálgica
Sinto falta da sua brisa gelada, vinda do mar, e de suas noites iluminadas. A grande cidade. Sinto falta de seu movimento noturno, do agito, dos dias de vento sul. O barulho das ondas quebrando na praia, o farfalhar das folhas com o vento. Sinto falta de olhar pela janela e ver a imensidão azul, de atravessar a rua e estar à Beira-Mar. Lembranças, muitas, acumuladas durante oito anos. Oito longos anos. Tudo me leva de volta a esse lugar. Ó Florianópolis, teus ventos me fascinam. Tuas luzes da noite me iluminam. Tuas praias, tão belas, me fazem suspirar. Às vezes a cidade alemã simplesmente não dá conta do recado. Ela não tem o brilho ofuscante que tem a Ilha da Magia. Agora olho para trás, para tudo o que foi deixado aqui. E dói. Quero voltar para junto de ti, desta vez para ficar para sempre, ó Florianópolis.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Rendição
Todas as torpezas, as incertezas, as inseguranças. Frio, abandono, solidão. Dia após dia, glória recuperada. Noite após noite, progresso perdido. Sonho após sonho, esperança. De volta à realidade, decepção. Néscios e sandeus se expondo como tais. Mentira, desonra. Na pior das hipóteses, desespero. Justiça injusta. Lisonjeio ofendido. Ira branda. Um final incerto à espera, um destino desconhecido por vir e ainda assim, expectativa.
Inspirado em Gregório de Matos.
Inspirado em Gregório de Matos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Abandono
Expressar em texto tudo o que não consigo dizer. Pôr um ponto final em tudo. Palavras entaladas na garganta. Sorrisos que não são mais os mesmos. A escrita, como sempre, meu meio de comunicação.
Numa coisa pequena e simples, um grande alarde. Sem motivos, sem propósitos. Só sobrepôr-se. Julgamentos sem fim, ninguém interessado na verdade. Ninguém interessado no sentimento.
E então... As máscaras caem, a face se revela, e a verdadeira personalidade é mostrada. Mudança de comportamento. Falta de companheirismo. Falta de pensar no próximo.
Consequências: Carência. Abandono. Sensação de que não há mais ninguém em quem se pode confiar.
Diante de um conflito. É somente assim que passamos a realmente conhecer as pessoas.
Numa coisa pequena e simples, um grande alarde. Sem motivos, sem propósitos. Só sobrepôr-se. Julgamentos sem fim, ninguém interessado na verdade. Ninguém interessado no sentimento.
E então... As máscaras caem, a face se revela, e a verdadeira personalidade é mostrada. Mudança de comportamento. Falta de companheirismo. Falta de pensar no próximo.
Consequências: Carência. Abandono. Sensação de que não há mais ninguém em quem se pode confiar.
Diante de um conflito. É somente assim que passamos a realmente conhecer as pessoas.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Só na Copa
Sempre amei meu país, e sempre tive muito orgulho dele. Na minha opinião, é o melhor de todos. E a Copa do Mundo é a melhor oportunidade para provar isso. Apesar de reclamar do som das vuvuzelas, não posso negar que adoro época de Copa. Os cidadãos finalmente se lembram que são brasileiros, vestem a camisa, põem bandeirinhas no carro, e vibram com seu time. Gosto de todo esse amor que sinto as pessoas demonstrando pelo Brasil. Pena que é só na Copa. Em outras épocas, os brasileiros reclamam de seu país, dizem que preferiam ser americanos, ou qualquer outra nacionalidade. "Brasil é uma droga, é um país sub desenvolvido e pobre": quem nunca disse isso? Fico realmente chateada quando ouço esse tipo de comentário. Eu acho que deveríamos demonstrar mais amor pelo nosso país, porque ele merece. Ou você já viu algum americano reclamando da sua nacionalidade?
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Reflexões noturnas
E é na escuridão que as palavras fluem, a imaginação voa, e a mente flutua. O frio nos abraça gentilmente, e as cobertas nos acolhem. O aconchego favorece as ideias, as reflexões. Esse é o horário onde os acontecimentos do dia são assimilados mais facilmente, é quando a minha inspiração se desenvolve (o que explica o fato de que a maioria dos meus textos são escritos durante a noite ou madrugada). O silêncio e tranquilidade são fatores relevantes, e é nesse calmo ambiente onde penso, choro, escrevo, leio, me inspiro e encontro refúgio. Essas reflexões noturnas viraram algo necessário, é quando eu me sinto livre. Livre do estresse do dia-a-dia, das pessoas metidas, de tudo. Sou só eu e a escuridão silenciosa e relaxante da noite.
terça-feira, 23 de março de 2010
Crescendo
Crescer. É só nisso que as crianças pensam. Uma vez grandes, querem parar. A ingenuidade é tamanha quando somos mais novos. Pensamos que o mundo é perfeito, e queremos crescer logo para que possamos usufruir dele sem as restrições que nos impunham por sermos pequenos demais. Assim que crescemos, a ilusão desaparece cruelmente, e percebemos que tudo o que pensávamos estava errado, e que o mundo está longe de ser perfeito. Aí temos que lidar com a primeira decepção, a primeira desilusão amorosa, a primeira briga com os amigos, e assim vai. E o pior, é que disso não dá para fugir. Só o que nos resta é ser emocionalmente capaz de lidar com isso. É cruel o modo como ninguém nos prepara para o mundo ao redor. Quando somos crianças, aprendemos a acreditar em contos de fadas, e depois que crescemos precisamos entender que isso é passado, não existe, e temos de deixar de acreditar. É isso que torna a transição da infância para a adolescência tão difícil. Voto para que informem às crianças de hoje em dia que o mundo não é perfeito, pelo bem delas no futuro, ou elas vão acabar iguais à nós, adolescentes cansados da vida e constantemente decepcionados. Diga não aos contos-de-fadas.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Sob pressão
Dividida entre estudar e passar o dia na escola, minha agenda não poderia estar mais lotada. Um ano atrás eu já achava que fazia coisas demais. Esse ano, mal tenho tempo sequer para respirar. Provas, trabalhos, tarefas, aulas extracurriculares, aulas o dia inteiro semanalmente... Estou sob uma pressão enorme. Poucos dias são livres, e isso talvez já esteja me enlouquecendo. A falta de tempo me deixa em constante mau-humor, tudo me deixa irritada. E, como se não bastasse tudo isso, há mais fatores contribuintes para essa minha irritação, algumas coisas que estão me incomodando muito, de verdade. Cito exemplos como a falta de senso de algumas pessoas, atitudes mudadas, todo mundo querendo que eu resolva seus problemas etc. E cadê o tempo para pensar sobre tudo isso? Tudo o que quero fazer quando consigo um tempo livre é dormir. Preciso de um tempo, e já.
(Pessoal)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Rímel borrado
Não consigo pregar os olhos, e a programação limitada da televisão não me traz sono, tampouco o alento que eu tanto preciso. Então, resolvo escrever um texto (para variar).
A última coisa que me lembro antes de pegar no sono foi de estar sentindo ódio. Ódio intenso. Intenso até demais, acho. Esse é um dos mais frequentes sentimentos que tenho sentido ultimamente, e isso não é nada bom.
Levanto e vou atrás de um espelho. Me assusto com o que vejo refletido nele. Meu rosto está inchado, e o rímel, que eu havia passado no dia anterior e não havia tirado, está borrado em volta de meus olhos. Minhas olheiras estão mais fundas e fortes do que nunca, por conta de uma longa noite. E tudo isso por uma bobagem.
Abro as cortinas e vejo que já é de manhã, pois o sol está brilhando intensamente lá fora. Mas olho no relógio e vejo que ainda é cedo. Então volto a deitar na cama.
Odeio sofrer. Sofrimento é o pior sentimento de todos. E eu sou daquelas que sofre por qualquer coisinha. Não me faz bem.
Então, vou me fazer uma promessa. Vou tentar não sofrer mais (difícil). É isso. Não aguento mais ficar remoendo as coisas. Sofrer nunca mais.
É por isso que me levanto da cama sorridente, e até esqueço porque estava com tanto ódio antes.
Mas, de uma coisa eu sei. Essa promessa... Falar é fácil. Difícil vai ser eu conseguir mantê-la.
Estou começando a lembrar porque eu estava com ódio... Acho que vou deitar mais um pouco.
Mas antes vou tirar o rímel.
(Pessoal)
A última coisa que me lembro antes de pegar no sono foi de estar sentindo ódio. Ódio intenso. Intenso até demais, acho. Esse é um dos mais frequentes sentimentos que tenho sentido ultimamente, e isso não é nada bom.
Levanto e vou atrás de um espelho. Me assusto com o que vejo refletido nele. Meu rosto está inchado, e o rímel, que eu havia passado no dia anterior e não havia tirado, está borrado em volta de meus olhos. Minhas olheiras estão mais fundas e fortes do que nunca, por conta de uma longa noite. E tudo isso por uma bobagem.
Abro as cortinas e vejo que já é de manhã, pois o sol está brilhando intensamente lá fora. Mas olho no relógio e vejo que ainda é cedo. Então volto a deitar na cama.
Odeio sofrer. Sofrimento é o pior sentimento de todos. E eu sou daquelas que sofre por qualquer coisinha. Não me faz bem.
Então, vou me fazer uma promessa. Vou tentar não sofrer mais (difícil). É isso. Não aguento mais ficar remoendo as coisas. Sofrer nunca mais.
É por isso que me levanto da cama sorridente, e até esqueço porque estava com tanto ódio antes.
Mas, de uma coisa eu sei. Essa promessa... Falar é fácil. Difícil vai ser eu conseguir mantê-la.
Estou começando a lembrar porque eu estava com ódio... Acho que vou deitar mais um pouco.
Mas antes vou tirar o rímel.
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